Wednesday, August 02, 2006

Causas geológico-geotécnicas e aos fogos - 14,5 milhões de euros

Os veraneantes que queiram deslocar-se de carro às praias continuam a ter de deixar as viaturas no parque de estacionamento junto à cimenteira Secil e apanhar um autocarro disponibilizado pela Câmara de Setúbal.As obras, que demoraram um ano e custaram 14,5 milhões de euros, incidiram em cerca de três quilómetros de estrada, onde a queda de pedras da encosta sobranceira à via se agravou com o incêndio que fustigou o Parque Natural da Arrábida no Verão de 2004.A cargo da empresa Estradas de Portugal, os trabalhos implicaram a construção de três túneis e de um muro de contenção em pedra, que eliminou vários lugares de estacionamento.O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, enalteceu que a empreitada "foi realizada no prazo e com os custos previstos", respeitando a flora e fauna daquela área, classificada como paisagem protegida. O governante entende que, apesar da redução da zona de estacionamento na Figuerinha, os utentes da praia dispõem de um transporte "cómodo, fácil e seguro".
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1265936
http://www.reporter.online.pt/soltas/setubal20060801_figueirinha01.htm
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, afirmou que a obra é um bom exemplo de parceria entre o Governo e as autarquias, acrescentando que a intervenção permitiu salvaguardar valores ecológicos e a segurança das pessoas.Antes das intervenções oficiais, o director de Empreendimentos da Estradas de Portugal (EP), Jorge Freire, fez uma breve apresentação técnica da obra realizada numa extensão de três quilómetros, explicando que a mesma foi necessária devido a causas geológico-geotécnicas e aos fogos que ocorreram na serra.
Jorge Freire fez um resumo das fases mais importantes de execução da obra, falando por exemplo da estabilização global das encostas, onde foram utilizados perto de treze mil metros quadrados de redes reforçadas com cabos de aço e mais de vinte quilómetros de pregagens.
A execução de bengalas para fixação de linhas de vida foi, adiantou o director da EP, realizada por técnicos especializados que tiveram formação em alpinismo.
Ainda nas encostas, realce para a construção de vários muros de suporte, todos revestidos a pedra natural - cerca de 3.600 metros quadrados - para não colidir com a paisagem da serra.
A nível de intervenção na estrada, Jorge Freire destacou a construção de três pórticos de protecção, constituídos por lajes de betão armado suportadas por pilares.
Como curiosidade refira-se que uma das partes superiores de um dos pórticos foi nidificada, recentemente, por um falcão peregrino, algo que não acontecia há vários anos naquela zona.
Outro aspecto relevante da obra, acrescentou o responsável da EP, foi o facto de se ter concluído a intervenção - que durou onze meses - com zero acidentados com lesões de médio e longo prazo.
Fonte: CMSTerça-feira 01.08.2006 - 20:33

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