Sopa de pedra: Manutenção ou Investimento SEMPRE
Novo contexto funcional: Seguindo as orientações do Governo no sentido de travar os investimentos na Linha do Norte
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=83803&sid=9108
mantém-se em algumas secções a mesma entrevia (distância entre a linha ascendente e descendente, que tem de ser alargada para os comboios se cruzarem em segurança quando circulam a maior velocidade),
a catenária também não será substituída e a secção entre Ovar e Gaia quedar-se-á por uma simples "renovação integral da via", em vez da prevista "modernização".
Em contrapartida,
a Refer avançará em Santarém para a construção de uma variante à Linha do Norte que passará a oeste da cidade, onde será construída uma nova estação, modernizando também todo o troço entre aquela cidade e o Entroncamento.
Em Espinho continuarão as obras de enterramento da linha no centro da cidade, cujo custo daria, por exemplo, para renovar integralmente a Linha do Douro.
Em Alfarelos, devido à proximidade do leito do Mondego com a via-férrea, esta será sobreelevada para evitar os efeitos das inundações.
Em termos operacionais, porém, a sua situação é dramática, pois obriga-a a um endividamento constante. As suas receitas, que são praticamente a taxa de uso (portagem ferroviária) paga pela CP, só cobrem uma terça parte das suas despesas de manutenção da rede.
Em 2004 o valor das receitas foi de 69,5 milhões de euros e no ano passado de 65,3 milhões, enquanto o "custo das vendas" foi de 201,5 milhões há dois anos e de 208,5 milhões em 2005.Com o Estado a dar um subsídio à exploração diminuto - apenas 28 milhões em 2004 e 27 milhões em 2005 - a empresa tem recorrido aos empréstimos bancários para poder continuar em actividade.
a rubrica do balanço "edifícios e outras construções" vale, por si só, 3,5 mil milhões de euros, o que constitui mais de metade do seu activo (6,5 mil milhões).Segundo a legislação que institui a taxa de uso, aquela receita deveria tendencialmente cobrir os custos de exploração, que são basicamente a manutenção da rede ferroviária para que os comboios da CP (ou de outros operadores que acedam a este mercado) nela possam circular em segurança. Mas o quase único cliente da Refer está já em falência técnica há vários anos e tem vindo a diminuir o número de comboios, o que implica menor receita para a gestora das infra-estruturas.
A Refer teve no ano passado 160 milhões de euros de prejuízos, mais 3,9 por cento do que em 2004, e detentora de um vasto património que faz com que os seus activos (6,5 mil milhões de euros) sejam ainda superiores ao seu passivo (4,1 mil milhões de euros).
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=83803&sid=9108
mantém-se em algumas secções a mesma entrevia (distância entre a linha ascendente e descendente, que tem de ser alargada para os comboios se cruzarem em segurança quando circulam a maior velocidade),
a catenária também não será substituída e a secção entre Ovar e Gaia quedar-se-á por uma simples "renovação integral da via", em vez da prevista "modernização".
Em contrapartida,
a Refer avançará em Santarém para a construção de uma variante à Linha do Norte que passará a oeste da cidade, onde será construída uma nova estação, modernizando também todo o troço entre aquela cidade e o Entroncamento.
Em Espinho continuarão as obras de enterramento da linha no centro da cidade, cujo custo daria, por exemplo, para renovar integralmente a Linha do Douro.
Em Alfarelos, devido à proximidade do leito do Mondego com a via-férrea, esta será sobreelevada para evitar os efeitos das inundações.
Em termos operacionais, porém, a sua situação é dramática, pois obriga-a a um endividamento constante. As suas receitas, que são praticamente a taxa de uso (portagem ferroviária) paga pela CP, só cobrem uma terça parte das suas despesas de manutenção da rede.
Em 2004 o valor das receitas foi de 69,5 milhões de euros e no ano passado de 65,3 milhões, enquanto o "custo das vendas" foi de 201,5 milhões há dois anos e de 208,5 milhões em 2005.Com o Estado a dar um subsídio à exploração diminuto - apenas 28 milhões em 2004 e 27 milhões em 2005 - a empresa tem recorrido aos empréstimos bancários para poder continuar em actividade.
a rubrica do balanço "edifícios e outras construções" vale, por si só, 3,5 mil milhões de euros, o que constitui mais de metade do seu activo (6,5 mil milhões).Segundo a legislação que institui a taxa de uso, aquela receita deveria tendencialmente cobrir os custos de exploração, que são basicamente a manutenção da rede ferroviária para que os comboios da CP (ou de outros operadores que acedam a este mercado) nela possam circular em segurança. Mas o quase único cliente da Refer está já em falência técnica há vários anos e tem vindo a diminuir o número de comboios, o que implica menor receita para a gestora das infra-estruturas.
A Refer teve no ano passado 160 milhões de euros de prejuízos, mais 3,9 por cento do que em 2004, e detentora de um vasto património que faz com que os seus activos (6,5 mil milhões de euros) sejam ainda superiores ao seu passivo (4,1 mil milhões de euros).
